Apesar das vitórias alcançadas pelos movimentos negros e de resistência o ranço do modelo de beleza europeu ainda impera.
“Você ri do meu cabelo, você ri da minha pele, você ri do meu sorriso. A verdade é que você tem cabelo duro”. O trecho da música “Olhos coloridos” retrata o dia-a-dia de muitas metrópoles brasileiras, principalmente Salvador. Cidade com a maior população de negros do Brasil - 87%. Apesar desse grande parcela da população “A cultura negra ainda tem dificuldade de se estabelecer. Isso devido ao preconceito e discriminação”, diz o ator do Bando de Teatro Olodum, Jorge Washington.
A estética negra vem ganhando fôlego ao longo dos anos, em virtude dos movimentos negros espalhados pelo país e, sobretudo pelo caráter conscientizador dos mesmos e a mobilização do povo negro para sair do papel de coadjuvante e ocupar o seu verdadeiro lugar na construção da sua história.
A questão do negro não ser visto como belo, levou-o a incorporarem valores eurocentristas para, de certa forma, serem aceitos nas sociedades preconceituosas onde viviam. Essa visão eurocentristas não foi banida totalmente. “Hoje podemos ver as crianças negras querendo imitar as apresentadoras brancas, com cabelos alisados e franjas”, cita a jornalista Suzana Alves.O mercado de trabalho e consumo, ainda hoje, usa como padrão de beleza, esse mesmo modelo europeu. O mito da democracia racial é tão somente mais uma venda que tentam colocar em nós, afro-descendente. “Todos de trancinha no cabelo, black power e outros acessórios que lembrem. A cultura afro é moda. Daqui a pouco todos esquecem e voltam a alisar e usar chapinha nos cabelos. A moda acaba e volta tudo a ser como antes.”, brada, a Jornalista.
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