Apesar das vitórias alcançadas pelos movimentos negros e de resistência o ranço do modelo de beleza europeu ainda impera.
“Você ri do meu cabelo, você ri da minha pele, você ri do meu sorriso. A verdade é que você tem cabelo duro”. O trecho da música “Olhos coloridos” retrata o dia-a-dia de muitas metrópoles brasileiras, principalmente Salvador. Cidade com a maior população de negros do Brasil - 87%. Apesar desse grande parcela da população “A cultura negra ainda tem dificuldade de se estabelecer. Isso devido ao preconceito e discriminação”, diz o ator do Bando de Teatro Olodum, Jorge Washington.
A estética negra vem ganhando fôlego ao longo dos anos, em virtude dos movimentos negros espalhados pelo país e, sobretudo pelo caráter conscientizador dos mesmos e a mobilização do povo negro para sair do papel de coadjuvante e ocupar o seu verdadeiro lugar na construção da sua história.
A questão do negro não ser visto como belo, levou-o a incorporarem valores eurocentristas para, de certa forma, serem aceitos nas sociedades preconceituosas onde viviam. Essa visão eurocentristas não foi banida totalmente. “Hoje podemos ver as crianças negras querendo imitar as apresentadoras brancas, com cabelos alisados e franjas”, cita a jornalista Suzana Alves.O mercado de trabalho e consumo, ainda hoje, usa como padrão de beleza, esse mesmo modelo europeu. O mito da democracia racial é tão somente mais uma venda que tentam colocar em nós, afro-descendente. “Todos de trancinha no cabelo, black power e outros acessórios que lembrem. A cultura afro é moda. Daqui a pouco todos esquecem e voltam a alisar e usar chapinha nos cabelos. A moda acaba e volta tudo a ser como antes.”, brada, a Jornalista.
sábado, 28 de junho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Cadê o negro?
Apesar de 87% da da população baiana o negro continua quase invisivel.
“Apartheid disfarçado todo dia. Quando me olho não me vejo na TV. Quando me vejo estou sempre na cozinha ou na favela submissa ao poder.” O trecho da música da banda baiana Adão Negro refere-se exatamente ao que é visto na TV brasileira. Apesar do crescimento da participação dos afro – descendentes na mídia nota-se que os papéis que são dados a esses atores é sempre de empregados etc. O caso de Preta, personagem interpretada porTaís Araújo, quando fez a primeira protagonista negra da TV brasileira. O título da novela tratava de inferiorizar o negro dizendo que tinha a pele da cor do pecado. De acordo com, o Jornalista, Luiz Carlos Azenha “No Brasil do Aguinaldo (Tv Globo) o útero branco livra o pênis preto da infecção marxista. A redenção para os negros é o sexo com os brancos”, ironiza.
Para Jorje Washington, ator do Bando de teatro Olodum (grupo de Salvador que atua sempre trazendo a temática do negro para o palco), o que a mídia tem que entender é que o negro consome e gosta de ser bem retratado“. Segundo o ator, Alesxandro Alves, “o negro vem ganhando maior visibilidade na mídia. A prova disso são os trabalhos publicitários que temos realizado. O negro está na moda.”, afirma.
Há a iniciativa de veículos que foram exclusivamente criados para mostrar o negro, a exemplo da Revista Raça Brasil, e diversos sites. “Sou a favor das cotas para a publicidade. Infelizmente, neste país tem que ser assim”. Brada, o ator do bando.
“Apartheid disfarçado todo dia. Quando me olho não me vejo na TV. Quando me vejo estou sempre na cozinha ou na favela submissa ao poder.” O trecho da música da banda baiana Adão Negro refere-se exatamente ao que é visto na TV brasileira. Apesar do crescimento da participação dos afro – descendentes na mídia nota-se que os papéis que são dados a esses atores é sempre de empregados etc. O caso de Preta, personagem interpretada porTaís Araújo, quando fez a primeira protagonista negra da TV brasileira. O título da novela tratava de inferiorizar o negro dizendo que tinha a pele da cor do pecado. De acordo com, o Jornalista, Luiz Carlos Azenha “No Brasil do Aguinaldo (Tv Globo) o útero branco livra o pênis preto da infecção marxista. A redenção para os negros é o sexo com os brancos”, ironiza.
Para Jorje Washington, ator do Bando de teatro Olodum (grupo de Salvador que atua sempre trazendo a temática do negro para o palco), o que a mídia tem que entender é que o negro consome e gosta de ser bem retratado“. Segundo o ator, Alesxandro Alves, “o negro vem ganhando maior visibilidade na mídia. A prova disso são os trabalhos publicitários que temos realizado. O negro está na moda.”, afirma.
Há a iniciativa de veículos que foram exclusivamente criados para mostrar o negro, a exemplo da Revista Raça Brasil, e diversos sites. “Sou a favor das cotas para a publicidade. Infelizmente, neste país tem que ser assim”. Brada, o ator do bando.
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