Quantas Isabelas existem ou existiram no Brasil? Quantas morreram de forma tão cruel ou pior? Quantas morrem de fome? Vitimas de balas perdidas ou violência? Só no Nordeste morrem muitas todos os anos. E por que será que essas mortes - crianças que morrem de fome, em um país que tem terras férteis, virou lugar comum?
Será que a gana por audiência seria a resposta? Acredito que uma das respostas sim, mas não a única. Poderíamos, a partir daí, nos perguntar, qual é o papel da mídia? Não seria informar a população? Mas, se os noticiários mostram e informam sobre o ‘caso Isabela Nardone’ estão nos mantendo informados. Será? Não acontece mais nada no país? Apenas a investigação sobre a morte desta criança? Eu não acredito nisso!
Não quero dizer que a morte de uma criança de cinco anos jogada do apartamento do pai e da madrasta não seja notícia, ou não mereça ser noticiada. Não, é nada disso. Claro que é notícia e merece espaço nos meios de comunicação. Mas, o problema deste ‘Caso’ são os critérios de noticiabilidade que vêem sendo utilizados. Não acontece mais nada no Brasil e/ou mundo que mereça mais destaque do que essa morte?
E a forma que está ganhando espaço nas mídias e nas discussões corriqueiras da sociedade. Cabe aos jornalistas julgarem culpados ou inocentes?
Não me julguem como alguém que não tem coração. Claro que fiquei comovida com a morte desta criança. Mas não é está a discussão. O que preocupa é está exposição, ou melhor, este grande espaço que ganhou na Rede Globo, na Record, Band, Sbt entre outros meios de comunicação de massa. E como se devido a essa grande exposição à criança fosse ressuscitar.
É engraçado, que o Caso Isabela acabou com o problema da Dengue no Rio de Janeiro. Não há mais espaço para ‘o mosquito’ no noticiário. O processo eleitoral no Estados Unidos também não deve mais interessa aos Brasileiros. Já que não se fala mais sobre este assunto nos jornais. Devido a entrevistas de Ana Carolina Jatobá e Alexandre Nardone, algumas reportagens e quadros do Fantástico deixaram de ir ao ar.
Será que o Caso Isabela não está caminhando para o Caso Escola Base. Que o a busca do ‘furo’ jornalístico e da ‘vontade’ da polícia em mostrar trabalho destruiu com a vida dos proprietários da escola.
O que precisa ser feito é uma leitura crítica sobre os fatos e a exibição que o caso ganhou na mídia. Minha tia costumava dizer que uma mentira dita muitas vezes vira verdade! Poderá isso acontecer?
E como já disse anteriormente não é competência dos meios de comunicação ou da sociedade julgar e/ou condenar ninguém. O caso Isabela já virou entretenimento, uma novela, que ganharia o nome: Quem matou Isabela Nardone? E nesse caso, terá que assistir até o capitulo final, e quem sabe poderiam decidir o final.